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O poder da Inteligência Emocional

Em 1990, Mayer e Salovey introduziram o conceito de inteligência emocional (IE). Desde então, este conceito tem vindo a ganhar destaque nas investigações e vários autores defendem que este apresenta traços como motivação, flexibilidade, felicidade ou autoestima (Mayer & Saloyey, 1997).



Outros autores defendem ainda que a IE constitui uma habilidade para pensar sobre as emoções (Mayer et al., 2008), assim como reconhecer os próprios sentimentos, os sentimentos dos outros e o processo que corresponde à regulação de sentimentos e expressões em respostas a um dado acontecimento ou situação (Stichler, 2006).


A IE distingue-se do quociente de inteligência (QI) e da personalidade, sendo possível que uma pessoa com alto QI tenha pouca inteligência emocional. A IE é ainda flexível e suscetível à mudança através de treino e terapia (Stichler, 2006).



Por exemplo, a autorregulação está estritamente relacionada com a inteligência emocional. A autorregulação pode ser treinada, tal como mencionado por Goleman (1995, p. 298) num exercício relativo ao controlo de impulso. O exercício tem como nome “semáforo” e poderá ajudá-lo em momentos de impulsividade e falta de controlo:


Luz Vermelha:

1- Pare, acalma-se e pense antes de agir.

2- Diga qual é o problema e como se sente.


Luz amarela:

3- Defina um objetivo positivo.

4- Pense em várias situações.

5- Pense nas consequências.


Luz verde:

6- Avance e tente o melhor plano.




O desenvolvimento da IE torna-se fulcral para a adoção de melhores estratégias de coping, sendo por isso uma competência que vale ser elaborada em terapia. Ao sermos capazes de identificar as nossas emoções, podemos inferir relações de causalidade entre os nossos estados internos e o nosso ambiente externo. Somos assim capazes de perceber as fontes das emoções e consequentemente monitorizar o impacto destas nos nossos pensamentos e comportamentos, tal como o impacto do meio no nosso bem-estar.



Esta competência é também relevante a nível relacional. Ao sermos capazes de espelhar este processo noutras pessoas, somos capazes de compreender as suas reações a diferentes tipos de eventos, identificar as necessidades que estes apresentam e empatizar com as suas vivências. À semelhança de uma inteligência tendencialmente vista como mais racional (e.g., QI), a IE, quando desenvolvida, permite-nos garantir a homeostasia entre o meio externo e o interno, garantindo que nos adaptamos às exigências e necessidades de ambos.

 

Saudações Psikikas

J.P.D.

 

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